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Saiba como tarifaço de Trump afetará a USIMINAS

Saiba como tarifaço de Trump afetará a USIMINAS


Ipatinga, 10 de julho de 2025 – Depois de o governo de Donald Trump anunciar tarifas de 50% sobre diversos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos, a Usiminas, uma das maiores siderúrgicas do país, avaliou o impacto do chamado “tarifaço” e concluiu que seus efeitos diretos serão limitados.

Diferentemente do passado, a participação da Usiminas no mercado norte‑americano é menor: cerca de 2% das exportações totais da empresa são direcionadas aos EUA.

Ainda assim, outros estudos indicam que cerca de 13% da produção da Usiminas é destinada à América do Norte.

A estimativa é de que a Usiminas seja a siderúrgica mineira mais atingida pelo novo “tarifaço”, embora o impacto seja considerado moderado e controlável, especialmente se a empresa redirecionar a produção para outros mercados.

Fonte da própria Usiminas afirmou que os efeitos diretos da medida serão “muito baixos”, enquanto o principal receio reside nos impactos indiretos, como eventual queda na demanda global e volatilidade no preço do aço.

Em contraste, a participação de 13% das vendas externas voltadas à América do Norte seria essencialmente neutralizada pelo foco da Usiminas em mercados regionais, como Argentina e demais países da América Latina.

Porém, a empresa destacou um risco indireto: as tarifas norte-americanas podem estimular a importação de aço subsidiado da China ao Brasil, pressionando o mercado interno.

Isso ocorre porque ao dificultar o comércio entre EUA e Brasil, o excesso de oferta global pode ser redirecionado ao mercado doméstico brasileiro. A companhia também lembrou que o Brasil mantém barreiras protecionistas, como cotas de importação com taxas de até 25%, mas que essas medidas ainda não são totalmente eficazes.

A reação das siderúrgicas brasileiras no mercado financeiro foi outra evidência de resiliência. Na B3, as ações da Usiminas (USIM5) encerraram com leve alta, apesar da volatilidade inicial gerada pelo anúncio das tarifas

A justificativa, em grande parte, é a baixa exposição da empresa ao mercado dos EUA e a concentração de forças no mercado interno.

Outros fatores que limitam o impacto sobre a Usiminas:
Diversificação geográfica: foco em mercados da América do Sul (especialmente Argentina), pouco dependentes dos EUA .

Baixa exportação direta aos EUA: segundo dados, apenas 10–15% das vendas totais são destinadas à América do Norte.

Estratégias protecionistas locais: cotas tarifárias brasileiras sobre o aço importado penalizam o excedente global.

Embora o “tarifaço” de Trump represente um choque externo importante e suscite apreensão entre associações como a CNI e Abiec , a Usiminas afirma estar bem posicionada para não sofrer efeitos relevantes, dadas suas características logísticas e de mercado.

Fonte: TMJ FM

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