O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE‑MG) decidiu nesta terça-feira (1º de julho), por 4 votos a 3, anular todos os votos da chapa proporcional do PRTB de Ipatinga, reconhecendo fraude à cota de gênero — as candidaturas femininas foram consideradas fictícias, sem campanha ou estrutura adequada.
Como resultado, mesmo sem terem obtido cadeiras diretamente, os votos do PRTB impactaram o coeficiente eleitoral. Com a anulação, ocorrerá uma recontagem dos votos, o que pode levar à alteração na composição da Câmara Municipal de Ipatinga — estima-se que até três vereadores podem ser substituídos
Já circulam nomes que podem perder e outros que assumiriam:
Possíveis retiradas: Adiel Oliveira, Pastor Fernando e João Paulo Dorneles
Possíveis novas entradas: Elizângela Barroso, Walisson Danone e Toninho Felipe
A ação foi movida pelo PDT, com o advogado Flaviano Dueli apontando que o PRTB lançou candidaturas femininas apenas para cumprir a cota de 30%, sem campanha nem estrutura, o que caracteriza candidaturas “laranjas”
. O placar final de 4×3 considera que houve irregularidades suficientes para a cassação do DRAP (Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários)
O que acontece agora
Recontagem imediata: Os votos serão recalculados para definir o novo coeficiente e as vagas na Câmara
Possibilidade de recurso: O PRTB pode recorrer ao TSE solicitando efeito suspensivo, o que poderia adiar mudanças
Execução da decisão: Mesmo com recurso, a decisão do TRE‑MG terá efeito imediato após a publicação do acórdão, alterando a composição se mantida
O TRE-MG anulou os votos do PRTB em Ipatinga por fraude à cota de gênero, e a Câmara Municipal pode passar por mudanças significativas com a recontagem — possivelmente trocando até três vereadores. O processo ainda pode sofrer recursos, mas já fará efeitos imediatos após a publicação oficial.
Fonte: TMJ FM


