Ipatinga, 17 de outubro de 2025 — Com ampla participação dos trabalhadores da Usiminas e das empresas contratadas, foi aprovada ontem a pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2025/2026. A decisão marca o início de uma mobilização intensa para exigir reposição das perdas acumuladas, reajuste salarial e aumento no vale-alimentação.
De acordo com Hélio Madalena, diretor do SINDIPA, a pauta não se limita a reajustes: também reivindicam ampliação de direitos, como estabilidade para empregados vítimas de doenças ou acidentes de trabalho, investimento em segurança nas áreas para proteger a saúde, além de melhores condições gerais de trabalho.
O sindicalista definiu o momento como “situação complicada”, ressaltando que os negócios da Usiminas continuam crescendo enquanto impõem arrocho salarial aos que produzem. A categoria promete manter a pressão e reforçar a mobilização sob a coordenação do SINDIPA / INTERSINDICAL, focando na recuperação das perdas, reajuste real e ampliação de direitos laborais.
A pauta aprovada será protocolada formalmente junto à Usiminas e demais contratadas, e agora espera-se a abertura de negociações. O próximo passo dos trabalhadores será intensificar ações para forçar o diálogo efetivo e garantir que as reivindicações, aprovadas quase unanimemente, sejam atendidas.
Hélio Madalena, esteve presente na portaria da USIMINAS, onde fez uma convocação aos trabalhadores para participarem da votação da pauta de reivindicações. Segundo Madalena, a categoria aguarda o resultado de uma pauta já entregue e pretende iniciar negociações com urgência para corrigir defasagens salariais.
Pauta e reivindicações
Conforme ele explicou, a data-base da categoria em Ipatinga é no mês de novembro, e o sindicato organizou para ontem, (16/10) a votação dessa pauta de reivindicações. Agora aprovada, a ideia é entregá-la ainda hoje às empresas (USIMINAS e empreiteiras envolvidas) para iniciar as rodadas de negociação o mais rápido possível.
Madalena relembra que os trabalhadores já enfrentam um ano de salários defasados: “o trabalhador já está com seu salário defasado, já tem, já está fazendo um ano agora em novembro.” Ele afirma que ainda falta definir o valor do NPC (Número de Pauta de Correção) que será calculado na primeira quinzena de novembro.
Os principais pontos da pauta são:
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Aplicação integral do NPC na data-base de novembro;
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Ganho real de 7% para recuperar perdas inflacionárias;
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Aumento no Vale-Alimentação (VA) – atualmente em R$ 600 em muitas empresas – para um patamar mínimo de R$ 1.000;
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Reconquista de direitos historicamente cortados, como anuênio, quinquênio, “girafão”, e retorno das férias de 20 para 30 dias;
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Outras reivindicações incluem ajustes nos planos de saúde, melhores condições para trabalhadores de empreiteiras, entre outros.
Segundo Madalena, muitos desses direitos antigos foram perdidos ao longo dos anos, e o sindicato quer negociar o reconhecimento desses direitos como forma de valorização do trabalhador.
“Agora é a hora de todas as empresas porem a mão na consciência e valorizar nossa força de trabalho”, frisou.
Próximos passos
Será elaborada uma ata ou mapa de apuração e entregue formalmente aos representantes das empresas, acompanhada de solicitação para agendar reuniões de negociação no menor prazo possível.
Madalena ressaltou que a demora nas negociações só prejudica os trabalhadores, que já enfrentam perdas salariais prolongadas. “A demora só atrapalha o trabalhador que já está com seu salário defasado há muito tempo”, concluiu.


